Sr. Marques – por um olho

Um estranho som invade o ouvir. Lá fora gotas de luminosidade ganham vida sobre o ar que navega na rua. A noite vai adormecendo e o dia vai despertando. O estranho som continua a invadir-me o ouvir. Com um leve toque termino com a voluptuosa dança que este som tem em direcção aos meus ouvidos…com outro toque limpo o sono dos olhos…desperto os sentidos. O tango do acordar é sempre o mesmo, dia após dia.

O sono pesa-me o andar. Este caminho automático é sempre o mesmo: o primeiro degrau que é igual ao segundo, que é igual ao terceiro…a mesma pedra da calçada a namorar com a sua conjugue da esquerda (ou da direita, quem sabe?) …as mesmas riscas no chão…a mesma curva à direita…e o mesmo Metro de sempre. Na minha mente, adormeço a falta de ar que a terra faz viver em mim sempre que procuro as suas profundezas para alcançar um objectivo (pouco) desejado.


Um toque e uma passagem. Um toque e uma passagem. Um toque e uma passagem. Um toque e uma passagem. O meu toque e a minha passagem.

Na parte debaixo, o monstro de alavancas, movido a electricidade, está adormecido junto ao arco mais longínquo. De repente, os seus olhos enchem-se de luz…acorda num acordar cheio de movimento e de um som que rasga o silêncio que vivia em meu redor. E, mais uma vez, um outro movimento autómato ocorre, levando-me para dentro deste metal andante.

Enquanto uns tentam agarrar com os olhos as palavras que as suas mãos seguram, outros encostam-se aos sonhos que a manhã deixou de embalar. Começa o bailado das cabeças…uns para a direita, outros para a esquerda…desenhando o seu olhar em quarto minguante. À minha frente alguém percorre as palavras que os papeis fazem viver, tentando compreender a realidade que lhe escapa por entre a vida. Do meu lado esquerdo, a realidade é substituída pela fantasia que as palavras que um desconhecido vai desenhando na sua alma…criando novos mundos, novas vidas, novos sonhos. De repente olho mais para a esquerda. Uma face desconhecida ergue-se, presa aos seus movimentos sonâmbulos conduzidos por uma voz que diz: “Próxima Paragem: Praça de Espanha”.

(Já só faltam três)

Praça de Espanha

S. Sebastião

Parque
….e, finalmente, o Sr. Marques de Pombal…o centro da minha viagem…os últimos 5 minutos antes de começar o meu dia.

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Férias e Vícios

Férias é sinal de que voltamos a ter tempo para aqueles pequenos e deliciosos vícios que não cometemos durante o resto do ano. Há quem leia, faça malas, faça sudoku, jogue, enfim vale de tudo um pouco. No meu caso, dedico-me aos pequenos prazeres de jogar.Este ano encontrei mais um pequeno vício. Um jogo online, gratuito, e bastante interessante, que desenvolve o raciocínio lógico.

Porque férias não significa parar de exercitar os neurónios nem de fazer a nossa ginástica mental aqui fica o meu último descobrimento e entretem.

Aproveitem e divirtam-se tanto como eu. Afinal sempre se treina um pouco a nossa "massa cinzenta" enquanto nos divertimos.

Continuação de boas férias

ebony

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Vamos lá a ver como é...

Um grande pedido de desculpa à D. Rita já que a citei mal... Já sei que afinal são "três segundo na boca e o resto da vida no cu e nas mamas"... Desculpa se soa melhor os cinco segundos (dois segundos fazem toda a diferença!!!) e se a ordem é diferente. É que ultimamente tu a Josie e a Inês sabem que eu tenho razão. Primeiro apalpam-se as mamas e só depois o cu... Vamos lá ver quando nos encontramos para uma pijama party :P

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Nota De Rodapé: Oh Meu Deus...

Já que andamos numa de lavar a roupa suja com a Sheril Crow e com a cerveja, o mais belo e importante ensinamento da nossa tão querida FLUL vem por parte da nossa dona Ritinha:

"Cinco segundos na boca, uma vida inteira nas mamas e no cu"

Comentário:
Eu gosto de inovar, mudar de posição e de lugar ;p

(Deixa tar Ó "Mikas" que eu ainda te vou apanhar!!!!)

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Nota de Rodapé: Caramba

“A Sheril Crow teve cancro de manga.”

By Maria João Mimoso


Comentário: será mesmo preciso dizer mais alguma coisa? É que o que leio já é mau o suficiente.

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Nota de Rodapé: O que fazes tu de mim

“- A teoria dos gays é que só doi nos primeiros cinco minutos. A teoria da Maria João é que só pára de doer quando sai. – Maria João Mimoso

- Isso é como a cerveja...aprende-se a gostar. – Mara”


Comentário: digam-me lá o que mais é como a cerveja...é que parece que a Mara sabe mais do que eu...muito mais. É verdade, será que ela gosta de cerveja?

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Décimo Oitavo Capítulo: Ver uma Mulher

“A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte.”
George Sand


As pessoas passam pelas nossas vidas. Caminham. Passo a passo. Vêem, param e vão. Continuam os seus ais noutras paragens da vida. Mas eu conheço uma rapariga. Uma rapariga de cabelos lisos, castanhos, ao Sol. Um brilhozinho no rosto, um sorriso desenhado na cara, um traço de menina-moça no estar, um tracejo a desastrada no ser, um fluir no falar. Eu conheço uma rapariga de cabeça feita às avessas, mas de coração feito no verso certo. Nela, tudo percorre as curvas de linhas rectas, em desejos e vontades, sonhos e realidades, loucuras e desvaneios. Nela, há sempre um provir de sorrisos e risos, lágrimas e tristezas, conquistas e vitórias, fé e luta. Nela hà princípio, meio e fim, percorrendo caminhos que não se correm, procurando as quatro letras certas. Eu conheço uma rapariga...uma rapariga com um espaço reservado, preso a um silêncio magoado, onde o tempo corre parado, delineando um outro lado de olhar. Eu conheço uma rapariga, que, afinal, não é menina nem moça, mas, sim, MULHER!


MUITOS PARABÉNS, madrinha!!!

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